A História dos Tijucanos (parte 1)

May 3, 2016

 

Durante esta série de artigos, abordaremos a história dos Rios mais famosos da Tijuca, realizaremos um tour através do tempo para recordarmos a importância destes cursos hídricos para a Cidade e Grande Tijuca.Se você fizer uma remessa no tempo a procura de dados e maiores informações sobre a Grande Tijuca e adjacências, certamente encontrará muita informação sobre alterações, traçado viário, histórias domésticas e muitas outras que instigam o leitor pela própria curiosidade. Mas isto tudo não é o bastante para aguçar o nosso interesse pela descoberta de outras informações diferentes.

Inicialmente, o próprio termo “tijuca”, deriva do tupi guarani clássico,(tiyug - líquido podre, lama, charco, pântano, atoleiro). Tal significado advém dos diversos rios e cursos d´água que surgem do topo do maciço que leva o nome do bairro e percorrem a região das baixas e deságuam no canal do mangue. Neste local, a história de formação da Tijuca está eternamente gravada nas construções do Homem, nas grandes marcas da urbanização e nos diversos espaços naturais daquela floresta.

Tudo começou com o plantio de cana de açúcar, café e chá naquela região. A Floresta da Tijuca, antes mesmo de se transformar neste paraíso que hoje está gravado como Unidade de Conservação, uma vez que hoje é um Parque Nacional, protegido pela Lei Federal nº 9.985/00. Parque Nacional da Tijuca A Tijuca nasce às margens do Rio Trapicheiro, em uma área onde os jesuitas edificaram uma igreja, a de São Francisco Xavier. Com o decreto de expulsão da Companhia de Jesus do Brasil em 1759, o território se transformou. Os bens da ordem religiosa foram sequestrados e incorporados aos bens públicos. Surgiram logo chácaras e fazendas de abastadas famílias brasileiras que procuravam a região para fugir do calor e das epidemias do centro da cidade. Os engenhos e grandes sesmarias margeavam a cidade do Rio de Janeiro e o cultivo do café e do chá nos morros tijucanos recebeu grande destaque naquela época.

O plantio da cana-de-açúcar demandava infra-estrutura e uma modificação exercida pelo homem já ganhava contornos, pois o rio Trapicheiro teria seu curso desviado a fim de melhor abastecer o Engenho Velho. A ocupação portuguesa no recôncavo da Guanabara era mesmo promovida pelos jesuítas que ainda detinham a função de abastecer a zona central da cidade com alguns produtos alimentícios.(AZEVEDO & RIBEIRO, 2009).

No próximo post, falaremos sobre o grande reflorestamento do séc. XIX em “A história dos tijucanos – Parte 2”

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